Patifaria Popular transforma o “Vira Lata” em símbolo da brasilidade em novo single

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“Vira Lata”, novo single da Patifaria Popular, chega com a língua solta, o passo gingado e aquela malandragem que não se aprende em manual. A faixa entra nas plataformas de música neste sábado (26) para celebrar um dos personagens mais populares do Brasil e transformar o cachorro sem raça definida em metáfora de um povo que se adapta, improvisa e segue em frente. Com humor e boas tiradas, o grupo coloca a brasilidade no centro da roda. E, aqui, ser vira lata é motivo de orgulho.

A música nasce justamente dessa mistura que está no DNA brasileiro: funk, samba-rock e o balanço da música popular se encontram em uma produção que não está nem aí para as fronteiras de gênero. O groove ganha tempero brasileiro, criando uma sonoridade dançante, malandra e cheia de personalidade. A ideia é fazer a pista balançar enquanto a letra provoca uma reflexão bem conhecida por aqui: por que aquilo que vem de fora tantas vezes parece valer mais? Na Patifaria Popular, o papo é outro.

Na produção, Dida Sallo, DMAX e Los Brasileros entram em campo para colocar essa mistura toda para funcionar. “O desafio foi unir um groove com o samba-rock e o balanço brasileiro”, conta Dida. Segundo ele, a faixa representa uma das primeiras músicas com uma identidade própria dentro da nova fase do projeto. “Para mim e para a Patifaria, é um cartão de visitas dessa nova proposta musical que sempre defendemos”, afirma.

A participação de DMAX e Los Brasileros, produtores da Head Media, reforça justamente essa vocação para misturar referências e criar algo com sotaque próprio. Entre batidas, grooves e balanços, “Vira Lata” apresenta o universo da Patifaria Popular sem pedir licença e sem procurar selo de aprovação. “É a cara do patife brasileiro, do patife popular e da Patifaria Popular”, resume Fabra. “É a malandragem da cultura brasileira: misturada, alegre, que bagunça, mas se encontra.”

“Vira Lata” também abre caminho para o álbum “Crônicas de Um Bom Malandro”, projeto que amplia a proposta da Patifaria Popular de contar histórias, personagens e contradições a partir da cultura de rua. Se o vira-lata conhece cada esquina, a Patifaria quer fazer o mesmo com sua música: circular por diferentes ritmos, referências e vivências sem perder a identidade. Afinal, pedigree pode até aparecer no documento, mas carisma, jogo de cintura e brasilidade são coisa de quem conhece a rua.

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