Baile Gafieira Rio Antigo celebra 10 anos do Gafieirando com lançamento do primeiro álbum do grupo

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Dez anos de música, pesquisa e dedicação à tradição dos salões cariocas ganham registro em disco e uma noite especial no Centro do Rio. No dia 17 de setembro, o baile Gafieira Rio Antigo recebe o Grupo Gafieirando no Palco Dolores do Rio Scenarium para celebrar uma década de trajetória e lançar seu primeiro álbum, Gafieirando, pela gravadora Kuarup. A apresentação integra a participação do Grupo Scenarium na Semana de Arte do Rio, que movimenta diferentes espaços da cidade entre 16 e 27 de setembro. O público poderá conhecer ao vivo o repertório do novo trabalho um dia antes de sua chegada às principais plataformas digitais, em 18 de setembro. Ingressos a R$35 (meia-entrada).

A noite recupera o espírito dos tradicionais bailes cariocas ao reunir música ao vivo e dança de salão. A casa abre às 19h e, às 19h30, uma aula de dança coletiva prepara o público para ocupar o salão. Às 20h30, o Gafieirando sobe ao palco com um repertório que atravessa sambas, choros, boleros e outros ritmos que fazem parte da história das gafieiras.

Formado em 2016, o grupo é liderado pela saxofonista, flautista, compositora e pesquisadora Daniela Spielmann, doutora em Música com pesquisa dedicada às gafieiras cariocas. Ao seu lado estão Silvério Pontes (trompete), Alexandre Romanazzi – Maionese da Flauta (sopros), Alana Moraes (voz), Antônio Guerra (teclados e sanfona), Domingos Teixeira (violão e guitarra), Rodrigo Villa (contrabaixo) e Rodrigo Scofield (bateria).

O álbum Gafieirando sintetiza essa trajetória ao combinar composições autorais, releituras de clássicos dos bailes e homenagens a personagens fundamentais da música brasileira e da cultura das gafieiras. Entre as faixas estão “O Trombone do Zé”, homenagem a Zé da Velha; “Clarinete do Moura”, dedicada a Paulo Moura; e “Albertina no Baile”, tributo às dançarinas e à tradição dos salões cariocas.

O repertório também passeia por músicas como “Gafieira Carioca”, de Zé Menezes; “Fibra”, de Paulo Moura e Eloir de Moraes; “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues; “Se Acaso Você Chegasse”, eternizada por Elza Soares; “Bolero de Satã”, de Guinga e Paulo César Pinheiro; “Reencontro”, de Silvério Pontes; e “Olha Eu Aqui Oh Oh Oh”, de Roberto Corrêa e Jon Lemos.

O disco de estreia conta ainda com participações especiais de Guinga, Áurea Martins, Jovi Joviniano e Everson Moraes, ampliando o diálogo do trabalho com diferentes gerações e vertentes da música brasileira.

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