
A obra percorre diferentes fases do “jardim da vida” do músico, desde a infância em Maceió e a influência decisiva de sua mãe, Dona Virgínia, até a consagração nacional e internacional. O autor apresenta aspectos da formação do alagoano, destacando como suas origens, ancestralidade africana e relação com a natureza contribuíram para a criação de uma identidade única. Essas fontes alimentaram uma arte singular e a capacidade de traduzir o amor como quem conversa baixinho com a alma.
Entre as histórias resgatadas estão momentos fundamentais da carreira do artista, como a descoberta do violão aos 16 anos, quando deixou o sonho de ser jogador de futebol para seguir a música e a chegada ao Rio de Janeiro. Para construir esse retrato, o escritor conversou com familiares de Djavan, incluindo um sobrinho e sua esposa, além da sobrinha-neta, e revisitou lugares importantes da infância em Maceió, trazendo novas perspectivas sobre sua formação e vínculos afetivos.
A publicação apresenta revelações sobre episódios conhecidos pelos fãs, como o verdadeiro significado por trás de “Flor de Lis”, a história da colaboração que quase aconteceu com Michael Jackson, músicas censuradas durante a ditadura militar e composições inéditas. Ao revisitar cinco décadas de dedicação à MPB, o autor apresenta um retrato de um artista em constante movimento criativo, na busca pelo “esplendor em si”.
Entre alegrias, perdas, preconceitos enfrentados, paixões, família, posicionamentos políticos e reinvenções constantes, Djavan – dizem que o amor atrai emerge como um retrato íntimo de um homem que transformou suas próprias vicissitudes em beleza. Um mergulho sensível na vida de quem aprendeu a fazer da música não apenas uma arte, mas uma forma luminosa de existir.
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