
O Sururu na Roda celebra 25 anos de trajetória com o lançamento de “Na Linha do Tempo”, seu novo álbum, que chega às plataformas digitais nesta sexta, 24 de julho de 2026. Com direção musical de Rildo Hora e participação especial de Mart’nália, o disco revisita a história do Sururu a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro e reafirma o lugar do grupo como uma das formações mais consistentes e longevas do samba brasileiro contemporâneo.
O projeto nasce como uma biografia musical. Em vez de apenas olhar para trás, “Na Linha do Tempo” organiza a trajetória do grupo como uma travessia: dos primeiros anos na Lapa carioca ao reconhecimento nacional, das turnês internacionais à maturidade artística da formação atual. O resultado é um disco que celebra o passado, mas aponta para uma nova fase.
A imagem que espelha o projeto é clara: um grupo em traje de gala dentro de um boteco. A elegância do jubileu de prata encontra a informalidade da mesa, do copo, da conversa e da roda. É desse contraste que surge a identidade visual e simbólica do álbum: o samba vestido para uma grande ocasião, mas sem abandonar seu chão popular. O trio mantém viva a marca que acompanha o grupo desde sua origem: a capacidade de unir pesquisa, bom humor, refinamento musical e força popular em uma mesma roda.
Com 12 faixas, “Na Linha do Tempo” reúne canções que ajudam a contar a história do Sururu e sua relação com diferentes vertentes do samba. O repertório atravessa clássicos, memórias afetivas e escolhas que dialogam com a sonoridade construída pelo grupo ao longo de duas décadas e meia.
O álbum traz Ana Costa, Fabiano Salek e Silvio Carvalho à frente do Sururu na Roda, acompanhados por músicos de primeiríssima linha: Alexandre Caldi, Flavio Santos, Guinter Vieira, Luiz Augusto Guimarães, Maurício Massunaga, Ney Conceição, Marcelo Caldi, Dirceu Leite, Léo Ramiro e o próprio Rildo Hora, que também assina a direção musical.
Entre os destaques do disco está “Mascarada”, faixa que conta com participação especial de Mart’nália. O álbum também traz “Conversa de Botequim”, “Ex-Amor”, “Fogo de Saudade”, “Seja Sambista Também”, “Sambas de Roda”, “Água da Minha Sede”, “Sorriso Aberto”, “É”, “Testamento de Partideiro”, “Pura Semente” e “Mutirão de Amor”. Já “Sambas de Roda” aparece como um pot-pourri com por três músicas: “O Cavalo de São Jorge”, “Milagre” e “Todo Menino É Um Rei”.
Gravado no Estúdio Cia dos Técnicos, no Rio de Janeiro, com gravação e mixagem de William Luna, masterização de Alexandre Rabaço e produção de Alan Rabelo (Panda Produções), o álbum reafirma o Sururu na Roda como um dos nomes mais consistentes do samba contemporâneo. Um grupo que nasceu na roda, ganhou o mundo e chega aos 25 anos celebrando sua própria história sem perder o desejo de seguir em movimento.
Mais do que um álbum comemorativo, ”Na Linha do Tempo” é uma declaração de permanência. Um brinde ao samba, à amizade musical e à capacidade de seguir reinventando a tradição.
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