
A Casa da Tia Ciata apresenta Samba da cabaça com edição em homenagem ao Julho das Pretas, no dia 12 de julho, a partir das 14h, na Rua Tia Ciata, 235, Pequena África. O evento inclui a Feira Cultural Empreendedora Tia Ciata, espaço dedicado ao afroempreendedorismo que reúne expositores de artesanato, moda, acessórios e gastronomia para impulsionar a economia criativa local. Recentemente, a Casa da Tia Ciata foi oficialmente declarada Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, reconhecimento que reforça a importância histórica da instituição na preservação da memória de Tia Ciata e de expressões culturais da cidade.
A roda reverencia o legado de Hilária Batista de Almeida. Mulher à frente de seu tempo, Ialorixá e baiana quituteira, Tia Ciata destacou-se como matriarca do samba e líder comunitária. Seu casarão na Praça Onze funcionava como um polo de criação, onde nasceu "Pelo Telefone" (1916/1917), primeiro samba registrado em disco no país. Ao oferecer segurança e abrigar minorias sociais da época, Ciata garantia a preservação de expressões culturais negras reprimidas pelo Estado. A atitude transformou o espaço em símbolo de resistência e encontros interétnicos.
A missão da Casa da Tia Ciata de preservar o legado da matriarca, dialoga com o movimento Julho das Pretas. Criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, reúne organizações de todo o Brasil para o debate necessário sobre a superação das desigualdades de raça e gênero. Além de celebrar o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Benguela, líder quilombola que simbolizou a luta contra a opressão feminina.
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