
Entre os destaques do dia está o eixo “Memória, Identidade, Território e Patrimônio”, que reunirá pesquisadores, gestores e representantes de rodas de samba para discutir as matrizes do samba brasileiro, os processos de reconhecimento do patrimônio cultural imaterial e a relação entre território, memória e identidade. O encontro também abordará temas ligados à inovação, comunicação, redes integradas e produção de dados culturais, além dos desafios da articulação nacional do movimento das rodas de samba e do fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor.
A programação contará com a participação da secretária de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, Roberta Martins, e do gerente de Projetos da Secretaria-Executiva do MinC, Fabrício Antenor. As mesas reúnem ainda a filósofa e escritora Helena Theodoro, referência nos estudos sobre cultura afro-brasileira; o músico Samora Lopes, integrante do grupo Banjo Novo e representante das rodas de samba da Bahia; a pesquisadora Fabíola Machado; o pesquisador, escritor e sambista Tadeu Kaçula, referência do samba paulista; e Marina Lacerda, coordenadora-geral de Identificação e Reconhecimento do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Os debates contarão também com o jornalista Chico Reguera; a cantora e produtora cultural Dorina Barros, articuladora do movimento Mulheres na Roda de Samba; Nilcemar Nogueira, diretora do Museu do Samba e uma das principais referências na preservação das matrizes do samba carioca; Simony Maia, da Agência Mural de Jornalismo das Periferias; e Dani Miranda, do Blog de Samba. Encerrando a programação do dia, a mesa “Articulação Cultural e Movimento” reunirá Rafa Rafuagi, fundador do Museu do Hip Hop; Rogério Família, da Rede Carioca de Rodas de Samba; a cantora, compositora e produtora cultural mineira Aline Calixto; e Cláudia Ajeum, do coletivo Pérola de Oyá, de Fortaleza, em um debate sobre participação social, organização em rede e fortalecimento dos movimentos culturais nos territórios.
O seminário segue até o dia 24 de junho e reúne sambistas históricos, novas vozes do gênero, pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o país para discutir os desafios, as potências e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira.
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