Batucada Tamarindo chega ao Rio de Janeiro com a turnê do álbum Olóri-Agbáyé

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A Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho de 2026 para sua primeira circulação pela região. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025.

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais. Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira.

No palco, a proposta é construir uma experiência imersiva a partir do diálogo entre som e corpo. A formação, composta por tambores, baixo elétrico e vozes, articula diferentes matrizes da diáspora africana em uma linguagem própria, que atravessa referências do Candomblé, da Jurema Sagrada, das culturas populares brasileiras e da música afro-cubana.

“Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como "Elegbará", "Ògun Fundador de Ire", "Saudação a Oxumarê e Oyá" e "Nas Águas da Cachoeira". O espetáculo também evidencia o percurso do grupo na construção de uma estética que conecta diferentes ritmos e territórios, do maracatu ao coco, passando pelo samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, boi de matraca, tradições cubanas, baque do Cruzeiro do Forte, Mazurca, ciranda Zona da Mata Norte, guarapachangueo, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola, entre outros.

A origem da Batucada Tamarindo remonta ao início dos anos 2000, a partir de encontros musicais realizados no quintal de Marcio Monjolo, em São Paulo. O projeto ganha forma a partir do diálogo com artistas ligados às tradições do Recife e se consolida com a aproximação ao universo da dança afro, especialmente no encontro com o bailarino e coreógrafo Irineu Nogueira, que marca a formação do grupo como é conhecido hoje.

Os shows no Rio reforçam o caráter autoral e coletivo da Batucada Tamarindo, em uma trajetória que amplia sua presença fora do eixo São Paulo e fortalece o diálogo com diferentes territórios culturais.

A imagem é de José de Holanda.

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