
A retomada nasceu do desejo profundo de manter viva uma história construída com muito amor, resistência e compromisso com o samba e a cultura popular de Belo Horizonte. A ideia partiu de Joyce Cordeiro – produtora cultural e Tauana Luiza - filha do Serginho, duas mulheres que assumem esse espaço com responsabilidade, afeto e o compromisso de preservar a essência do Quintal, ao mesmo tempo em que constroem novos caminhos para o futuro.
“Depois da partida do Serginho, percebemos que o Quintal não era apenas um espaço físico, ele representava memória afetiva, encontro, pertencimento e um importante território cultural da cidade. Reabri-lo é uma forma de honrar esse legado e garantir que essa história continue viva para as próximas gerações”, explica Joyce Cordeiro.
“Ao longo de mais de 18 anos, a casa se consolidou como um importante ponto de encontro para sambistas, artistas, compositores e amantes da cultura popular em BH. Sempre foi um espaço de acolhimento, formação de público, valorização da cultura afro-brasileira e fortalecimento do samba feito em Minas. Muitos artistas passaram por ali, grandes encontros aconteceram no espaço e diversas gerações do samba construíram memórias afetivas dentro daquela roda”, completa Tauana Luiza.
Mais do que uma casa de shows, o Quintal se tornou símbolo de resistência cultural e de preservação das tradições do samba em BH. Por isso, a nova proposta pretende ampliar sua atuação. “A ideia é que seja um espaço vivo de cultura, convivência, troca e fortalecimento da comunidade”, conta Joyce.
Assim, a proposta dessa nova fase é ampliar sua atuação como espaço multicultural e formativo, desenvolvendo ações como oficinas e ações de formação cultural; projetos voltados para mulheres na música e no samba; encontros de cultura popular e afro-brasileira; gastronomia afetiva e eventos gastronômicos; apresentações artísticas diversas; feiras criativas e de empreendedorismo; além de ações sociais e comunitárias e rodas de conversa, memória e ancestralidade.
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