Marina Iris desponta em três projetos e série de apresentações no RJ

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A cantora e compositora Marina Iris está com tudo e não está prosa! A sambista está na estrada com três projetos, de roda de samba a atração para a criançada. O primeiro vem do seu álbum-manifesto “Voz Bandeira”, lançado em 2019 e dedicado a Marielle Franco, que ganhou sua versão vinil no último ano. Junto a esse lançamento, a cantora traz também para o público de unidades do Sesc a nova versão do show do álbum, que, após passar por Tijuca e São Gonçalo, chega a Petrópolis (Sesc Quitandinha, 30/05, às 20h) e Copacabana (02/06, às 19h).

No novo repertório, as canções do “Voz Bandeira” se juntam a algumas releituras de músicas como “Rodo Cotidiano” (Marcelo Falcão, Marcelo Lobato e Marcos Lobato) e “Zé do Caroço” (Leci Brandão) e a algumas outras canções, de diferentes gêneros musicais, que acompanham a trajetória de Marina, como “Bloco na rua” (Sérgio Sampaio) e “Andar com fé”, de Gilberto Gil.

Com direção musical de Alaan Monteiro, o show apresenta uma sonoridade urbana, moderna e que reivindica a linguagem das ruas hoje. Ao canto de Marina Iris, se juntam vozes femininas importantes da cultura popular. Dividem o palco com a voz bandeira anfitriã as cantoras Ana Costa, Luiza Dionízio, Marcelle Motta e Camilla Monteiro, poeta Laura Conceição e a cantora e atriz Luiza Loroza.

- A defesa das pautas relevantes para a construção de uma sociedade igualitária vem das canções, mas também está nos textos de Carolina Maria de Jesus, Ana Maria Gonçalves e Elisa Lucinda. O espetáculo é, assim, um manifesto de resistência – explica Marina.

É Pretinha

Lançando em 2024, o livro-disco infantil “É Pretinha”, de autoria das sambistas Marina Iris, Ana Costa e Manu da Cuíca, e ilustração de Tétiiz veio firmando passo e caindo no gosto do público de diversas feiras literárias, como Flip, Flupp, Flist e Bienal. Em 2026, a contação teatralizada da história, protagonizada pela atriz e também sambista Camilla Monteiro, integra a programação do Sesc Pulsar. A apresentação, de aproximadamente 30 minutos, circula pelas unidades do Sesc até outubro e já passou por Barra Mansa, Duque de Caxias, Botafogo e Cocotá. A entrada é gratuita.

A contação “É Pretinha” é uma encantadora adaptação do livro homônimo, que mergulha no universo sensorial e afetivo de Flor de Maria, a Maria Aventureira. Ambientada no quintal de sua casa, a história começa quando os adultos se reúnem para uma típica roda de samba dos subúrbios cariocas. Sob a mesa, Maria se deixa envolver pelos sons, cheiros e ritmos que tomam conta do espaço, recriando, interpretando e se reconhecendo entre os seus. A narrativa é enriquecida por músicas que despertam a participação ativa das crianças, que cantam, batem palmas e dançam.

Samba que dá

E para coroar a parceria profissional de dez anos, Marina Iris se une a outra expoente do samba carioca, a cantora Marcelle Motta, e juntas escolheram a charmosa Casa Savana, no Centro do Rio, como reduto do projeto “Samba que dá”. Após o sucesso da estreia, a dupla já tem data para a segunda edição da roda: dia 3 de junho, quarta-feira, véspera de feriado, às 20h.

Além do single “Nossa brincadeira” (Fred Camacho e Gilson Bernini), lançado em 30 de abril, e de canções do EP romântico que vira dia 12 de junho, a roda traz clássicos e releituras que marcam a trajetória da dupla. Segundo elas mesmas definem, o repertório traz “músicas da carreira e todo tipo de ousadia que o samba permite”.

- O projeto vem observar e jogar luz às diferentes conexões que o público tem com o samba. Existe um tipo de samba pra cada situação da vida? Uma música pra cada momento? O que o samba te dá? Essas são algumas das provocações que trazemos nesse nosso primeiro trabalho em dupla – explica Marina.

Com sua banda afiadíssima e suingada, as artistas prometem: “Nossa intenção é emocionar os emocionados”, brincam. A dupla pretende promover uma experiência afetiva e sensorial intensa.

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