
O encontro entre Feyjão e Ludmilla realizado no último domingo (03), na Casa Horto, no Rio de Janeiro, foi além de uma participação surpresa. A presença da artista no palco trouxe uma camada importante ao show, ao unir dois nomes que transitam entre diferentes vertentes da música brasileira e reforçam a força da versatilidade dentro do gênero.
Durante a apresentação, os dois dividiram os vocais em faixas como “Saudade da Gente”, sucesso de Ludmilla, além de releituras de clássicos como “Cara Valente”, de Maria Rita, e “Você Me Vira a Cabeça”, de Alcione, evidenciando uma conexão que vai além do repertório e passa pela forma como ambos enxergam a música.
Para Feyjão, a participação da cantora representa mais do que um momento de palco. “A Ludmilla é uma artista muito importante para a música brasileira hoje. Ela transita com muita naturalidade entre o pop, o funk, o pagode, o R&B, e isso fortalece o gênero, amplia o alcance. É uma artista que ajuda a levar essa música para outros lugares”, afirma.
O cantor também destaca a identificação com essa liberdade artística. “Eu me identifico muito com isso. Essa coisa de não se limitar, de poder experimentar, de levar a música para caminhos diferentes sem perder a essência. Acho que a Ludmilla representa muito bem esse movimento de um artista que é plural e, ao mesmo tempo, muito verdadeiro no que faz.”
Segundo Feyjão, o encontro no palco reforça essa troca entre artistas que compartilham visões semelhantes. “Foi um encontro de dois amigos que amam a música brasileira, que se curtem artisticamente desde quando tudo era mato. A gente acredita nessa música que se mistura, que se renova, que dialoga com diferentes públicos. E quando isso acontece ao vivo, ganha uma força ainda maior.”
No ano passado, Feyjão lançou o “Passageiro do Bem”, um álbum que reforça sua identidade artística e destaca a diversidade da música brasileira. Dividido em duas partes, o lado A conta com participações de nomes importantes do samba como Zeca Pagodinho, Xande de Pilares e Mart’nália, ampliando ainda mais sua conexão com o gênero e com grandes referências da música nacional. Já o lado B mostra um Feyjão que mistura gêneros da música brasileira.
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