
Mais do que uma coleção de músicas, o projeto é um pequeno convite emocional em forma de canções, que visa guiar para um respirar mais fundo, desligar dos barulhos e lembrar que a vida, apesar dos tropeços, ainda vale, no mínimo, o refrão!
Thomé vem com Léo Mucuri em mais essa produção musical e com Adriana Milagres, na direção geral e artística. Cada faixa vem como um capítulo deste manual.
Em “Boom”, o disco já abre lembrando que recomeçar faz parte do jogo: cair, levantar e insistir até que a cabeça faça aquele “boom” de clareza e esperança. É a música do impulso, da virada de chave. Logo depois, “Da alma” traz para um mergulho no espiritual e no sensível. Com cheiro de mar, de ijexá e de fé cotidiana, ela fala da força invisível que cura, move e guia. Um abraço sonoro para quem precisa lembrar de onde vem.
“Off-line” traz humor, leveza e crítica doce ao nosso tempo hiperconectado. É quase um pedido romântico: menos “likes”, mais olhos nos olhos. Menos “timeline”, mais coração batendo ao vivo. Em “Tamo junto”, o clima é de simplicidade: sol, areia, mar e companhia. Uma celebração dos milagres discretos da vida, daqueles momentos que não cabem em foto nenhuma.
O disco também se permite ser confissão em “Minha Melhor Pessoa” é um pedido de desculpa, uma saudade declarada, um amor com cara lavada e um peito aberto. Uma canção sobre reconhecer erros e chamar quem importa de volta pra perto. Já “Você é ruim” é o desabafo necessário, com ironia e ritmo. Um lembrete direto de que nossas escolhas têm consequências e que ninguém escapa de si mesmo. “Você precisa” funciona como café preto em forma de música: levanta, acorda, vai viver. Sol, mar, colo e afeto como receita simples para voltar a sorrir.
No coração do álbum, está “Amor, tá tudo bem”, talvez a faixa mais humana do projeto. Um hino de amparo para tempos difíceis, falando de medo, cobrança, futuro e da importância de ter alguém que segure nossa mão quando o chão parece faltar. E o encerramento vem com “Ao sol”, luminosa e esperançosa, quase um mantra: sentir a luz, espantar o mal, viver um dia de cada vez.
O nome do disco não é por acaso: "Manual para continuar vivendo" não promete respostas prontas. Ele se oferece como companhia, por isso fala de tropeços, afetos,
espiritualidade, amores imperfeitos, redes sociais, saudade, fé e recomeço, sempre com linguagem simples, brasileira, direta e profundamente humana.
É um álbum que mesmo considerando que viver é difícil, ressalta quão também é bonito. Que ninguém tem manual, mas que a música pode ser um bom mapa. É para ouvir com calma, para cantar junto, para lembrar que, apesar de tudo... a gente continua. E viver sempre vale, e muito, à pena!
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