
O projeto é contemplado pelo edital Fluxos Fluminenses, através da Política Nacional Aldir Blanc, Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Com supervisão artística de Gustavo Gasparani, o show traz para o palco narrativa, música e presença que se entrelaçam para revelar não só as obras do mestre, mas o homem por trás delas, sua filosofia simples e profunda, seu humor delicado, sua elegância de Mangueira.
A direção musical é de Luis Filipe de Lima, que assina os arranjos, equilibrando tradição e contemporaneidade. Cada tema é tratado como uma conversa entre gerações, onde a cadência do partido-alto encontra novas cores harmônicas sem romper com a raiz.
No centro, três vozes que conhecem o chão de onde o samba nasce: Lazir Sinval, com a interpretação que encanta pela delicadeza e força ancestral; Mingo Silva, trazendo o timbre de terreiro e a pulsação do samba de raiz; e Ronaldo Mattos, filho de Nelson Sargento, que finca o elo de sangue e memória, garantindo a fidelidade afetiva dessa homenagem. O repertório visita clássicos como “Falso Amor Sincero” e “As Quatro Estações”, e se abre para as parcerias de Nelson com Cartola, Nei Lopes e Zé Luiz do Império, reafirmando o mestre como símbolo de resistência cultural e guardião de uma ética do samba: a que não se curva, a que acolhe, a que permanece.
O projeto fará um circuito por equipamentos culturais dos municípios de Duque de Caxias, Niterói e Rio de Janeiro, com uma apresentação em cada cidade. Comprometido com a acessibilidade, o projeto terá tradução em Libras e audiodescrição em todas as apresentações, que terão ingressos populares. Com a proposta cênica limpa, com enfoque na parte musical, o show dará ao público a sensação de estar na sala de estar do próprio samba.
A imagem é de Marina Ribas.
0 Comentários