
O evento é realizado em parceria com a produtora O Samba Traz Axé Oficial, idealizada por Mel Farias Carvalho, e marca uma homenagem a Oxóssi, orixá que rege o ano de 2026 nas religiões de matriz africana.
Originado nos quintais, terreiros e nas primeiras comunidades sambistas do Rio de Janeiro no início do século XX, as rodas de sambas de terreiro nasceram como uma prática coletiva. Era nesses espaços que sambistas se reuniam para cantar, improvisar e celebrar a vida comunitária, em rodas marcadas pela participação do público, pela força do refrão coletivo e pela troca entre músicos e comunidade.
Com raízes em manifestações como o jongo, o samba de roda e em tradições afro-brasileiras ligadas ao candomblé e à umbanda, a roda de samba de terreiro também se consolidou como uma importante expressão cultural de resistência negra. Até hoje, rodas e encontros dedicados ao gênero ajudam a manter viva essa herança cultural e a transmitir suas histórias para novas gerações.
Para Glauber Guedes, fundador e CEO do Ayê Bar, a realização do evento também representa um encontro entre espiritualidade, cultura e território. “Trazer uma homenagem a Oxóssi para o AYÊ é muito significativo. Estamos falando de um orixá que representa a força da natureza, da caça e da fartura. Esse encontro também nasceu de um laço muito especial de amizade e espiritualidade com a produtora Mel Farias, que trouxe o projeto do Samba Traz Axé. Juntos conseguimos criar uma celebração que une música, espiritualidade e ancestralidade”, afirma.
Segundo a produtora Mel Farias Carvalho, a escolha do Ayê Bar para sediar o evento também dialoga com a história do território de Pinheiros. “Este lugar carrega uma ancestralidade importante. Antigamente essas terras eram ocupadas por matas de pinheiros e por povos indígenas como os Tupi e os Guaianás. Trazer um expositor indígena da etnia Tupi para o evento é também uma forma de homenagear essa história e reconhecer as raízes que formam nossa cultura”, explica.
Além das rodas de samba, o encontro contará com uma feira cultural com oito expositores, reunindo produtos ligados à cultura e espiritualidade de matriz africana e indígena, como guias, brajás, joias artesanais, moda afro adulta e infantil, livros sobre o axé, arte em MDF com temática dos orixás e aromatizadores inspirados em Oxóssi.
A programação musical reúne diferentes grupos e projetos dedicados ao samba de raiz e às tradições afro-brasileiras, entre eles Grupo Escola de Curimba Brasil, Projeto Toque de Tambor, Samba de Aguidá, Família Samberê e Samba & Conversa Fiada.
Além da programação cultural, o público encontra porções clássicas de boteco — como batata, mandioca, polenta frita e pastéis — e a Caipirinha Ayê, preparada com infusão de cachaça de jambu, cítricos, gengibre e hortelã.
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