Ju Ferraz eleva o feito à mão ao status de haute couture na Sapucaí

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Para o segundo dia de Carnaval no Rio de Janeiro, Ju Ferraz transformou o camarote em extensão da passarela ao surgir com uma criação exclusiva de Gustavo Silvestre que traduz, em cada centímetro, a potência do trabalho manual brasileiro. O vestido, construído a partir da pesquisa do designer em crochê e superfícies têxteis artesanais, ganha leitura noturna e dramática em preto absoluto, iluminado por aplicações de paetês bordados à mão que desenham grafismos e revelam textura e profundidade. 

A silhueta estruturada valoriza o corpo, enquanto babados orgânicos em dourado, também trabalhados manualmente percorrem mangas, barra e sandálias, criando movimento cenográfico a cada passo. O resultado é um look que vibra entre a sofisticação da alta-costura apresentada por ele em Paris e a energia maximalista da avenida.

A escolha reforça o discurso que a executiva vem construindo para a moda dentro do Carnaval sobre a folia ser, sim, um espaço legítimo de criação autoral e de valorização de técnicas ancestrais. “Conforto é essencial, mas sem abrir mão de impacto. Quando você veste algo com propósito, isso muda completamente a forma como você ocupa o espaço”, afirma. 

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