
O carro-chefe é “Ogum”, clássico do samba de autoria de Marquinho PQD e Claudemir, gravado originalmente por Zeca no álbum Uma Prova de Amor (2008), que conta com participação especial de Rildo Hora. A dor de um relacionamento mal resolvido é o tema central de “O Dono da Dor”, composição de Nelson Rufino, gravada por Zeca no álbum Zeca Pagodinho (1999).
A primeira parte do disco percorre diferentes álbuns e fases da trajetória de Zeca Pagodinho, reunindo composições assinadas por alguns dos nomes mais importantes do samba brasileiro, como Arlindo Cruz, Wilson Moreira, Sombrinha, Acyr Marques, Dudu Nobre, Toninho Geraes, entre outros parceiros fundamentais na construção de sua obra.
O projeto nasceu da profunda relação do Turma do Pagode com a obra de Zeca Pagodinho, referência fundamental desde o início da carreira do grupo. Formados nas rodas de samba, os integrantes cresceram musicalmente tendo Zeca como inspiração, tanto pela musicalidade quanto pelo espírito leve, popular e autêntico que marca sua trajetória.
O Turma do Pagode revisita canções que marcaram diferentes fases da discografia de Zeca Pagodinho, apresentando versões que preservam o caráter original das canções e, ao mesmo tempo, dialogam com a identidade contemporânea do grupo.
Completam o repertório desta primeira parte do álbum, pot-pourris que aprofundam esse mergulho nas canções do artista e reúnem sucessos de diferentes momentos da discografia. Entre eles estão:
“Mais Feliz (Toninho Geraes/Paulo Roberto Rezende)/Ainda É Tempo Pra Ser Feliz (Arlindo Cruz/Sombrinha/Sombra)”, “Faixa Amarela (Zeca Pagodinho/Jessé Pai/Luiz Carlos/Beto Gago)/Posso Até Me Apaixonar (Dudu Nobre)”, “Quando a Gira Girou (Claudinho Guimarães/Serginho Meriti)/Água da Minha Sede (Dudu Nobre/Roque Ferreira)”, Judia de Mim (Zeca Pagodinho/Wilson Moreira)/ Casal Sem Vergonha (Arlindo Cruz/Acyr Marques)/SPC (Arlindo Cruz/Zeca Pagodinho)” e “Saudade Louca (Franco/Acyr Marques/Arlindo Cruz)/ Meu Modo de Ser (J. Roberto)”, reforçando a diversidade e a força do samba que atravessa gerações.
Mais do que releituras, Turma canta Zeca pagodinho representa um encontro de gerações e um gesto de reconhecimento a um dos maiores nomes da música brasileira — algo que a Turma do Pagode encara como um privilégio.
Gravado no dia 17 de novembro, no Bar do Zeca Pagodinho, no Rio de Janeiro, o projeto celebra os clássicos e o legado do artista em um cenário que traduz a essência do samba. A cenografia é assinada por Zé Carratu, profissional que já trabalhou com Zeca Pagodinho e com a Turma do Pagode, criando uma identidade visual que une com sensibilidade os dois universos artísticos.
Com 25 anos de carreira, mais de 6 bilhões de streams acumulados e 14 milhões de ouvintes mensais no Spotify, a Turma do Pagode reafirma sua relevância ao transformar admiração em música e celebrar, com respeito e emoção, um legado que segue inspirando o samba brasileiro através das gerações.
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