
Há datas que não cabem no calendário. O Dia Nacional do Samba, celebrado em 2 de dezembro, transborda para os dias seguintes, invade as ruas e reivindica seu lugar no presente. Em Belo Horizonte, a celebração ganha corpo no próximo sábado, 6 de dezembro, a partir das 16h, quando a Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim se transforma em território de memória viva e resistência sonora.
Não se trata apenas de um show. É um encontro geracional, um diálogo entre sotaques e estilos, uma reafirmação do samba como código cifrado da brasilidade – aquele gênero que carrega em seus compassos a dor e a delícia de ser o que é, como diria o poeta.
Encabeçando a celebração está Pirulito da Vila, artista cuja projeção ultrapassa as fronteiras mineiras. Natural de Itabirito, ele se destaca pela voz grave e inconfundível, marca registrada de sua trajetória no samba. Em 2015, lançou o disco Tudo Começa em Samba, produzido por Milton Manhães e com arranjos de Ivan Paulo, trabalho que consolidou sua presença no cenário nacional e reafirmou sua ligação com a tradição do gênero.
Ao seu lado, participa Marina Gomes, cantora, compositora e instrumentista de forte presença na cena contemporânea. Para esta apresentação, ela recebe o cavaquinista, arranjador e intérprete Fernando Bento, formando uma roda de samba marcada pela troca entre suas referências.
Na mesma ocasião, Marina lança oficialmente o Bloco Engrossa o Caldo, dedicado ao samba. Entre seus principais trabalhos estão O Samba é Meu Guia (2015) e Central do Amor (2023).
A imagem é de Sanderson Pereira.
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