
Segundo Alice, o ensaio foi marcado por imprevistos desde o início. “Ontem foi tudo muito corrido. Tinha jogo no Maracanã, o trânsito ficou caótico e eu não consegui chegar cedo. Pegamos a famosa kombi sem porta e subimos. Quando cheguei, o ensaio já estava praticamente terminando, então aproveitei cada minuto”, contou. Em meio à correria, um detalhe chamou sua atenção: ao olhar para trás, percebeu várias crianças acompanhando seus passos. “É muito bacana estar com eles porque, de certa forma, somos referência. Não só no samba, mas na vida. Nossas atitudes influenciam — e muito — essas crianças”, refletiu.
Mesmo com o tempo curto, Alice manteve o astral elevado e fez do improviso sua aliada. “Como diz o ditado: me dê um limão que eu faço uma limonada. Então simbora aproveitar”, disse, aos risos. Ao final do ensaio, sem kombis disponíveis para a descida, a decisão foi imediata. “O pessoal começou a descer a pé. Tirei minhas sandálias, dei o braço para um harmonia e desci o Morro São Carlos lindamente”, relatou. O gesto rendeu aplausos, carinho da comunidade e o simbólico título de “Estaciana de fé”.
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