
O episódio mergulha na maneira como o rap e o samba se mesclam para relatar as realidades do povo — dois gêneros que nasceram de comunidades periféricas e seguem registrando dores, conquistas, cotidiano e esperança.
Magnú e Maurílio, irmãos e integrantes do duo Os Prettos, compartilham a trajetória de coragem que os levou a investir tudo no sonho de viver de música. Do samba tocado no quintal às rodas iluminadas por velas, o duo cresceu sob a bênção e o incentivo de ninguém menos que Beth Carvalho, madrinha e referência fundamental em sua caminhada. Hoje, mantêm um trabalho sólido que honra o samba paulista e a tradição ancestral que carregam.
Ao lado deles, Criolo revisita memórias da infância na zona sul, onde foi atravessado pelas melodias do bairro e marcado pelo rap aos 11 anos — momento que definiu seu caminho. No episódio, ele fala sobre mistura, afeto, espiritualidade e sobre como o rap e o samba dialogam em sua obra para refletir a vida nas periferias. Criolo também explora a força de composições que marcam gerações, como a provocação que o projetou nacionalmente: “Não existe amor em SP?”.
Com a condução sensível de Péricles, o programa cria um ambiente de troca profunda entre artistas que oferecem, cada um à sua maneira, um ponto de vista vivo e autêntico sobre música e transformação social.
A imagem é de Paulo Freitas.
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