Lukinhas produz encontro entre pagode e rap no "Poesia de Boteco"

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O pagode e o trap ocupam hoje os primeiros lugares entre os gêneros mais ouvidos no Brasil. Nesse cenário, nasce o Poesia de Boteco, projeto da Pineapple Storm que une tradição e modernidade em uma experiência coletiva inédita. Ele não apenas conduz a produção musical, como também divide versos com Xamã, Lourena, BIN e J. Eskine. Essa multiplicidade faz parte de sua trajetória: Lukinhas é um artista que escreve, canta e produz, imprimindo sua assinatura em todas as etapas do processo criativo.

Para Lukinhas, o projeto é um marco em sua trajetória artística e como produtor. “Esse é um dos maiores e mais desafiadores trabalhos da minha carreira, porque representa exatamente aquilo que venho construindo há anos: o pagode urbano. Lançar esse projeto em um dos maiores canais de música do Brasil, como produtor e cantor, é extremamente gratificante. Sinto que é possível abrir um enorme holofote para um gênero que batalho para fortalecer há muito tempo”, afirma.

Mais do que um encontro de estilos, o Poesia de Boteco propõe uma atualização da tradição. “O pagode sempre foi urbano, sempre foi do povo, nasceu na rua. Quando juntamos isso com a linguagem do rap, do trap e do R&B, não é só estética. É aproximar mundos que já conversam entre si, mas que nem sempre estavam juntos no mainstream ou nas playlists”, explica Lukinhas.

A escolha do boteco como título e conceito do projeto reforça a ideia de um espaço plural, democrático e genuinamente brasileiro. “O boteco é onde tudo se encontra: amizade, risada, choro, poesia e música. Foi um dos lugares onde mais ouvi gêneros diferentes, porque ali cada um escolhe uma faixa, cada um traz sua vivência. Levar essa essência para um projeto é assumir que nossa arte também nasce do chão. Não existe nada mais brasileiro do que isso”, destaca.

Em um momento em que o consumo rápido domina o streaming, o projeto busca devolver a experiência de ouvir música de forma mais ampla. “O streaming coloca tudo em prateleiras, limita o alcance de artistas plurais. O Poesia de Boteco resgata a essência do boteco, que é ouvir de tudo. Assim como o Poesia Acústica fez o público parar para escutar 12 minutos de rap, acredito que aqui vamos conseguir fazer as pessoas ouvirem 5 ou 6 minutos de pagode, rap, trap, R&B e até piseiro juntos, dentro de uma mesma faixa”, conclui Lukinhas.

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